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Oi avalia venda de ativos e aguarda decisão sobre bens reversíveis

A Oi avalia a venda de mais torres e a alienação de imóveis para reduzir o endividamento. O balanço divulgado pela operadora nesta terça-feira, 19/02, trouxe a informação de que a venda das primeiras 1,2 mil torres, realizada em dezembro, resultou em R$ 516 milhões para o caixa da companhia. “Nosso parque é muito maior do que isso”, disse o CFO da Oi, Alex Zornig, em conferência com analistas, sem detalhar quantas torres existem ou estão na lista para serem vendidas.

Estudo do BTG Pactual divulgado no ano passado estima que a operadora tenha cerca de 6 mil torres que, se fossem colocadas à venda, poderiam valer algo como R$ 1,8 bilhão. Zornig lembrou que, além das torres, a Oi tem outros ativos para alienar, a exemplo de três imóveis cuja venda foi acertada no valor de R$ 300 milhões, mas aguarda aprovação da Anatel, que considera esses imóveis bens reversíveis.

A confusão começou em dezembro quando a Oi comunicou a venda de três imóveis por R$ 299,7 milhões à Comissão de Valores Mobiliários, inclusive, já tendo recebido o pagamento por essas vendas. A Anatel contestou - apesar de ter sido comunicada pós-venda-e baixou uma cautelar contrária à comercialização dos prédios, mas até o momento, não se posicionou oficialmente se vai autorizar a transação ou aplicará multa à empresa.

Com relação aos números, Zornig enfatizou que a Oi precisa manter uma "forte disciplina" na estratégia e nas finanças para controlar seu nível de endividamento, preservando os rumos traçados para seus negócios mesmo após a saída de Francisco Valim da presidência da companhia. 

Balanço financeiro

A Oi fechou o ano de 2012 com lucro líquido de R$ 837 milhões, 16,8% menor do que os R$ 1,006 bilhão registrado em 2011. A receita líquida no ano apresentou alta de 0,8%, para R$ 28,1 bilhões. Os investimentos ficaram em R$ 6 bilhões, com foco na expansão da infraestrutura das redes fixa e móvel, além da aquisição da licença 4G.

O EBIDTA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da companha foi de em R$ 8,801 bilhões em 2012, 0,4% maior que os R$ 8,766 bilhões registrados em 2011, dentro da previsão do planejamento estratégico de 2012, que previa o mesmo patamar do ano anterior. A dívida líquida da companhia teve um aumento anual de 60,4%, ficou em R$ 25,063 bilhões ao final de 2012, contra R$ 15,627 bilhões no ano anterior; e não muito longe do guidance que previa endividamento líquido de R$ 24,9 bilhões. 

A tele fechou ainda 2012 com 74,3 milhões de Unidades Geradoras de Receita (UGRs), das quais 19,1 milhões no segmento residencial, incluindo 12,5 milhões de linhas de telefonia fixa, 5,1 milhões de acessos banda larga, 757 mil clientes de TV paga e 727 mil terminais de terminais de uso público (TUPs). No segmento de telefonia móvel, ao final de dezembro a Oi registrava 46,3 milhões de UGRs, sendo 39,8 milhões pré-pagos e 6,5 milhões pós-pagos. O segmento corporativo apresentou crescimento de quase 15% no ano, chegando a 9,0 milhões de UGRs.

Fonte: http://convergenciadigital.uol.com.br/

 

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